O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou nesta terça-feira (6) a progressão de regime de Débora Rodrigues dos Santos, conhecida como “Débora do Batom”, para o regime semiaberto.
A decisão ocorre em meio a um novo cenário político no Senado, após a renovação da Casa e o fortalecimento da bancada do PL. Parlamentares e setores da oposição também vêm defendendo uma postura mais firme do Legislativo em relação ao STF, incluindo discussões sobre possíveis pedidos de impeachment de ministros.
Débora foi condenada a 14 anos de prisão pelos atos de 8 de janeiro de 2023. Ela ficou conhecida após escrever, com batom vermelho, a frase “Perdeu, mané” na estátua da Justiça, localizada em frente ao STF, em Brasília.
A progressão de regime representa uma mudança nas condições de cumprimento da pena. Débora estava em prisão domiciliar desde março de 2025 e deverá seguir as regras determinadas pela Justiça para o regime semiaberto.
A decisão ganhou repercussão nas redes sociais por ocorrer justamente em um momento de maior tensão política entre setores do Congresso e o Supremo. Até o momento, porém, não há confirmação de que a decisão de Moraes tenha relação direta com as movimentações políticas ou com as discussões sobre impeachment.

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