O estado da Flórida, nos Estados Unidos, entrou com uma ação judicial contra a farmacêutica Pfizer e seu presidente-executivo, Albert Bourla, por supostas omissões e informações consideradas enganosas sobre a segurança e a eficácia da vacina contra a Covid-19. O processo foi apresentado em 1º de outubro pelo procurador-geral da Flórida, James Uthmeier.
Na ação, o governo estadual questiona a divulgação de informações sobre possíveis efeitos adversos do imunizante, incluindo casos de miocardite e riscos relacionados à gravidez. O processo também contesta declarações sobre a capacidade da vacina de impedir a transmissão do coronavírus.
O documento menciona os lucros obtidos pela Pfizer com a venda de vacinas contra a Covid-19, que teriam ultrapassado US$ 80 bilhões, além de aumentos nos preços das doses em 2023. A Flórida pede a devolução de valores que considera decorrentes de práticas enganosas e a aplicação de multas que podem chegar a US$ 15 mil por infração.
A Pfizer rejeitou as acusações e classificou o processo como infundado. A empresa afirma que suas comunicações foram baseadas em evidências científicas e mantém sua posição sobre a segurança e a eficácia do imunizante.
O caso aguarda avaliação judicial. Até que haja uma decisão, as alegações apresentadas no processo não devem ser tratadas como fraude comprovada ou como confirmação de que a empresa ocultou informações.

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