Histórico de conflitos na gestão Paes preocupa ambulantes durante eleição.



O histórico de operações de ordenamento envolvendo ambulantes e trabalhadores informais durante as gestões de Eduardo Paes à frente da Prefeitura do Rio voltou ao debate durante a campanha eleitoral de 2026. Paes é candidato ao Governo do Estado, e a relação da administração municipal com a categoria passou a ser questionada por trabalhadores que cobram propostas para o comércio informal.

Desde o primeiro mandato, a política de ordenamento urbano ganhou força com ações de fiscalização e apreensão de mercadorias. Ao longo dos anos, operações no Centro e na orla foram acompanhadas por protestos e episódios de confronto entre ambulantes e agentes públicos.

Em janeiro de 2026, por exemplo, vendedores ambulantes realizaram protestos em Ipanema e no Arpoador após apreensões de mercadorias. Segundo a Seop, agentes municipais teriam sido agredidos durante uma das ocorrências, enquanto os vendedores afirmaram que protestavam contra as ações de fiscalização.

O tema voltou a ganhar força em julho deste ano, quando o Ministério Público Federal entrou com uma ação civil pública pedindo a suspensão do programa Tolerância Zero, implantado pela Prefeitura para combater atividades não autorizadas na orla. O MPF defendeu que o ordenamento dos espaços públicos também deve considerar os direitos fundamentais dos trabalhadores ambulantes.

A Prefeitura, por sua vez, afirma que as operações têm como objetivo combater atividades irregulares, garantir a circulação de pedestres e organizar o uso do espaço público. Em julho, uma operação em Copacabana apreendeu 29 equipamentos de ambulantes que, segundo o município, bloqueavam calçadas.

Com a disputa pelo Governo do Rio em andamento, o histórico das ações de fiscalização e a relação com os trabalhadores informais se transformaram em um dos assuntos que podem ser cobrados de Paes durante a campanha, especialmente por ambulantes que defendem maior diálogo e alternativas de regularização.

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