Uma denúncia que ganhou força nas redes sociais trouxe à tona a realidade da saúde pública em São Pedro da Aldeia. Uma gestante relata que permaneceu por dias na Maternidade Missão de São Pedro da Aldeia mesmo após dar entrada com a bolsa rompida e em um quadro de prematuridade.
Segundo o próprio relato, ela chegou à unidade na quinta-feira (30), com 33 semanas de gestação, completando 34 no sábado (02). A paciente afirma que foi informada de que o parto não poderia ser realizado no local por falta de estrutura para atender casos prematuros, passando então a receber medicação para tentar adiar o nascimento.
A gestante também informou que, ainda na quinta-feira, teriam sido liberadas duas vagas em uma unidade em Saquarema, mas a transferência não ocorreu. De acordo com ela, inicialmente foi alegado o horário avançado, e posteriormente a falta de ambulância.
Nos dias seguintes, recebeu a informação de que não havia vagas disponíveis próximas, sendo questionada apenas depois sobre a possibilidade de transferência para uma unidade mais distante.
Outro ponto relatado foi a falta de itens básicos, como absorventes ou fraldas, sendo necessário improvisar. Além disso, um exame de ultrassonografia chegou a ser informado, mas não foi realizado por ausência de profissional capacitado. A paciente também destacou que não havia assistente social nem responsável pela regulação no momento.
Após a grande repercussão nas redes sociais, a gestante conseguiu transferência para outra unidade. O caso gerou indignação e reacende o debate sobre a estrutura e a qualidade do atendimento na saúde pública do município.
A redação não conseguiu contato com a unidade citada até o fechamento desta matéria. O espaço segue aberto para manifestação.
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📝Reprodução: FJ
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